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Empreendedorismo Sênior

Conceito de empreendedorismo sênior

 

O conceito do Empreendedorismo Sênior nasceu de uma forma interessante e
despretensiosa. Como neurocientista, uma das áreas a que mais me dedico relaciona-se aos cuidados com o cérebro, pesquisando formas de melhorar sua performance, além de prevenir possíveis doenças (com especial atenção à ansiedade, síndrome do pânico e quadros de demências), sendo que uma de minhas pesquisas resultou numa publicação acadêmica denominada: Demências – mitos e verdades.
Durante uma pesquisa na Web, me deparei com uma informação muito interessante: mais de 50% das empresas abertas no Estado de São Paulo em 2016 foram abertas por pessoas com mais de 50 anos. Uma lâmpada piscou acima de minha cabeça no melhor estilo Professor Pardal. Enquanto escrevia o trabalho sobre demências, senti muita falta de informações mais concretas que justificassem uma crença minha: A menteociosa não é apenas o templo do diabo, mas também o templo da doença e da demência.

Fazendo uma breve reflexão acerca da longevidade e da idade média das
aposentadorias no Brasil, podemos constatar que ao aposentar, entre 50 e 60 anos de idade, o brasileiro terá ainda em média de 20 a 30 anos de vida produtiva. O grande desafio é: como ocupar a mente nesta nova fase de vida de forma prazerosa e saudável?

Na última década, ganhou força o conceito da longevidade saudável, mas observei pordécadas como as pessoas têm uma queda importante de suas condições mentais (capacidade cognitiva) quando reduzem drasticamente ou param com suas atividades, em especial as profissionais. Completavam-se assim as informações gerando uma conclusão muito importante: para ter uma longevidade saudável é necessário desenvolver uma longevidade produtiva.

Isso garante a prevenção de demências ou outras patologias correlatas? Não, mas com certeza diminui muito o risco, o que já é um grande ganho na qualidade de vida, no bem-estar da pessoa idosa.

Percebi que um grande número de pessoas começava a empreender com mais de 50, trazendo características muito peculiares, capazes de contribuir e também atrapalhar a realização de um novo empreendimento. Nascia, então, o Empreendedorismo Sênior.

Porém, eu empreendo desde jovem e como médico e neurocientista, necessitava de um exemplo que traduzisse toda essa nova realidade. Na busca desse case, desse exemplo de empreendedorismo Sênior, encontrei o Prof. Paulo Souza. Um ex- executivo do setor elétrico que se aposentou e alguns anos depois montou seu próprio negócio, com resultados muito interessantes. Paulo já era um parceiro de trabalho, pois anos antes havia aceitado meu convite para ser vice-presidente da Universidade da Inteligência (CEREBRUM UNIVERSITY), uma O.S.C.I.P. (Organização Social Civil de Interesse Público), que trabalhava com pesquisas e cursos na área de inteligência comportamental humana (teoria desenvolvida por mim e publicada no livro Inteligência Comportamental, a Inteligência do Sucesso – 2008) e neurociência.

Nesse caso, agora ele era o exemplo ideal e contribuiu para finalização do conceito, assinando comigo esse livro. Sua experiência, visão, bom senso, capacidade de gestão, dedicação e entusiasmo tem contribuído para o crescimento e desenvolvimento desse conceito.